Eu pensei que não era forte, mas foi na dor que descobri que tinha que me esforçar para poder continuar. Então, percebi que, em nenhum momento, estive sozinha. Sempre senti — não sei de onde — que alguém estava junto de mim, segurando a minha mão, me direcionando e não me deixando entrar em desespero, mesmo em meio ao choro e aos lamentos.
Acredito que é Deus o tempo todo, caminhando ao meu lado. Eu sempre disse: Senhor, eu sei que é tudo conforme a tua vontade. Me preparaste para receber o meu filho, mas nunca me preparou para devolvê-lo. Por isso, me perdoe por tamanha incompreensão, mas também não quero entender, me perdoe novamente, é porque sei que não vou conseguir. Mesmo assim, me ajuda a seguir em frente sem a presença física do meu Júnior. Outras pessoas também precisam de mim e eu tenho que continuar, por isso te peço: nunca me abandones.
E por maiores que sejam as agruras, Deus está sempre comigo e nunca me deixou faltar nada. Eu sinto, eu acredito, eu tenho fé; essa é uma certeza que ninguém fará eu mudar de ideia. Mesmo com essa dor que carrego dentro do meu coração, sempre te falarei: Gratidão, Senhor, por tudo o que tens feito por mim e ainda vais fazer.
Ireuda Barboza, a mãe do meu amado filho Júnior, (partiu aos 36 anos, de cardiomiopatia hipertensiva) o policial mais lindo que existiu: Costa Júnior, sempre te amarei, por toda a minha vida, sempre vou te amar.
Planejamos muitas coisas, mas no final a vida segue o roteiro escrito por Deus.
Tem gente que sorri só de lembrar de você. Sua luz brilha por onde você passa.
Orgulhe-se de quem você é. Só Deus sabe as batalhas que você enfrenta na sua vida e, ainda assim, continua de pé.